Dúvidas

Internação psiquiátrica

O tempo de duração da internação é variável e individualizado. Antes da internação, a equipe médica realiza uma entrevista psiquiátrica com o paciente e/ou familiares para melhor elucidação de diagnóstico e avaliação de riscos que o paciente pode estar sendo exposto. Após isso, a equipe médica define junto com paciente e familiares o tempo de internação que seria mais indicado para cada caso.
O valor da internação varia em relação a diversos fatores. Todas as acomodações são individuais, mas o valor da diária pode variar dependendo da acomodação seja escolhida: Standard (suíte, televisão, ar-condicionado, refrigerador), Deluxe (suite, televisão, ar-condicionado, refrigerador, chuveiro elétrico) ou Master (suíte, televisão à cabo, ar-condicionado, refrigerador, chuveiro elétrico, espaço amplo e varanda). O valor da internação também varia dependendo do tipo proposta (voluntário ou involuntária) e presença de acompanhante ou não.
A internação no centro terapêutico Villa Vita possui diversas finalidades. Os motivos principais que levam as pessoas e familiares a buscarem internação são riscos em que o paciente possa estar exposto, como risco de suicídio, risco de agressão, risco de exposição moral ou quando paciente está apresentando pensamentos e comportamento desorganizado. Além dos riscos já citados, algumas pessoas necessitam de internação para conseguir realizar um ajuste medicamento mais cauteloso dentro de um ambiente protegido da internação. Os casos de dependência de álcool e outras drogas também são casos que muitas vezes necessitam de internação, na qual se trabalha estratégias para a manutenção da abstinência durante a internação, tendo em vista que dependendo do caso, o combate ao uso de substâncias fora do ambiente protegido da internação torna-se pouco efetivo.
Realizamos internação involuntária quando o paciente encontra-se em riscos agudos, porém não deseja internar. Familiares podem entrar em contato com equipe para receber orientações de como proceder nesses casos. A internação involuntária é comunicada ao ministério público e segue todos os trâmites legais. A internação involuntária costuma ser de breve duração, pois muitos dos pacientes que internam involuntariamente estabilizam o quadro e costumam ter seu tratamento ser modificado para internação voluntária.
O tratamento costuma ser individualizado para cada paciente. Dentro do tratamento estão incluídas consultas com psiquiatra e psicólogo, no qual é realizada uma avaliação/investigação diagnóstica, acompanhamento psicoterápico e manejo farmacológico (quando necessário). As atividades durante a internação são compostas de grupos terapêuticos e seminários nos quais são abordados temas ligados a diversos transtornos psiquiátricos depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno de ansiedade, dependência química, transtorno de personalidade, entre outros. Os seminários se dispõem ao treinamento de diversas habilidades (manejo da raiva, assertividade, prevenção de recaída, manejo de fissura, entre outras habilidades). As atividades ocorrem diariamente durante a semana, no período da manhã e tarde. O intuito da programação é que o paciente adquira conhecimento e desenvolva habilidades que possam ser usadas fora do ambiente da internação e que contribuam para sua estabilidade. Contamos ainda com presença diária do educador físico que costuma fazer atividades físicas e prazerosas nas instalações do centro terapêutico villa vita (área verde, piscina e academia) visando desenvolvimento de maior interação social, desenvolvimento de hábitos saudáveis e melhora na qualidade de vida.
Deve-se realizar contato que pode ser feito por telefone, email ou redes sociais. A equipe psiquiátrica encontra-se disponível para combinar um horário com paciente e/ou familiares para que os mesmos possam conhecer o ambiente da internação, tirar dúvidas, receber orientações e explicar valores da internação. Após isso, o paciente e/ou familiar ficam à vontade para pensarem e tomarem a decisão sobre a internação ou não.
A internação involuntária é uma medida tomada sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiro, em geral pela família, após a devida avaliação médica. Essa medida deve ser vista como exceção e não como regra no tratamento e pode ser indicada segundo alguns critérios como: O paciente colocar em risco a própria integridade e/ou a de terceiros, transtorno mental grave que comprometa a capacidade do paciente em perceber a gravidade do problema ou impossibilidade de realização do tratamento em regime ambulatorial. A internação deve ser aprovada por um médico psiquiatra e os motivos da internação devem ser informados ao Ministério Público no prazo de até 72 horas.
A lei nº 10.216, de 06 de abril de 2001, decreta que internação é permitido desde que respeite os direitos das pessoas com transtornos mentais e seja respeitado todo o protocolo para que seja feita a internação involuntária (atestado médico para internação, informado a internação ao Ministério Público no período de 72 horas, etc).
No caso da internação compulsória, não é necessária a autorização da família. Essa internação é determinada pelo juiz considerando um atestado médico confirmando que o paciente não tem capacidade de se cuidar diante de suas condições físicas e mentais.
No momento estamos com convênio somente com a Cafaz.

Tratamento psiquiátrico

É uma descompensação do quadro clínico psiquiátrico que leva o paciente a ter um comprometimento grave no funcionamento pessoal e social gerando uma incapacidade no desempenho de tarefas e papéis habituais. O tratamento é realizado com medicações e internação em ambiente protegido se necessário.
O humor pode ser definido como uma emoção ou um tom de sentimento difuso e persistente que influencia o comportamento de uma pessoa e colore sua percepção de ser no mundo. Os Transtornos de Humor, às vezes chamados de transtornos afetivos, constituem uma categoria importante da doença psiquiátrica, consistindo em transtorno depressivo, transtorno bipolar e outros.
O transtorno depressivo é caracterizado por episódios distintos de pelo menos 2 semanas de duração (embora a maioria dos episódios dure um tempo consideravelmente maior) havendo alterações nítidas no afeto, na cognição e em funções neurovegetativas. O luto pode induzir grande sofrimento, mas não costuma provocar um Episódio Depressivo Maior. Quando ocorrem em conjunto, os sintomas depressivos e o prejuízo funcional tendem a ser mais graves e com pior prognóstico. A depressão relacionada ao luto tende a ocorrer em pessoas com outras vulnerabilidades a transtornos depressivos, e a recuperação pode ser facilitada com o uso de antidepressivos.
Embora os medicamentos antipsicóticos sejam o pilar do tratamento para a esquizofrenia, pesquisas revelaram que intervenções psicossociais, incluindo psicoterapia, podem contribuir para a melhora clínica. Assim como os agentes farmacológicos são usados para tratar possíveis desequilíbrios químicos, as estratégias não farmacológicas podem tratar questões não biológicas. Devido à complexidade da esquizofrenia, doença multifacetada, geralmente qualquer abordagem terapêutica realizada de forma isolada se torna inadequada. Modalidades psicossociais devem ser integradas ao regime de tratamento farmacológico, apoiando-o. Os pacientes com esquizofrenia beneficiam-se mais da combinação de uso de medicamentos antipsicóticos e tratamento psicossocial do que de um ou outro tratamento usado de forma única. Pacientes e familiares devem ser orientados a buscar avaliação médica especializada o mais breve possível.
O aspecto mais característico da Distimia, também conhecida como transtorno depressivo persistente, é a presença de um humor deprimido que dura a maior parte do dia e está presente quase continuamente. Existem sentimentos associados de inadequação, culpa, irritabilidade, raiva, isolamento social, perda de prazer e produtividade. Distingue-se do transtorno depressivo pelo fato dos pacientes se queixarem que sempre estiveram deprimidos, na maioria dos casos de início precoce, e a intensidade dos sintomas costuma ser menor do que no transtorno depressivo maior.
Embora seja discutida como se fosse uma única doença, a esquizofrenia engloba um grupo de transtornos com etiologias heterogêneas e inclui pacientes com apresentações clínicas, resposta ao tratamento e cursos da doença variáveis. Os sinais e sintomas variam e incluem alterações na percepção, na emoção, na cognição, no pensamento e no comportamento. A expressão dessas manifestações varia entre os pacientes e ao longo do tempo, mas o efeito da doença é sempre grave e geralmente de longa duração. O transtorno costuma começar antes dos 25 anos, persiste durante toda a vida e afeta pessoas de todas as classes sociais. Tanto os pacientes como suas famílias muitas vezes sofrem de cuidados deficientes e ostracismo social devido a ignorância sobre o transtorno. A esquizofrenia é um dos mais comuns dos transtornos mentais graves, mas sua natureza essencial ainda não foi esclarecida; portanto, às vezes, ela é referida como uma síndrome, como o grupo de esquizofrenias ou, como na quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5), o espectro da esquizofrenia. Os médicos devem entender que o diagnóstico de esquizofrenia tem base inteiramente na história psiquiátrica e no exame do estado mental. Não existe um exame laboratorial para esse transtorno.
A sua principal característica é a instabilidade de diversas funções psíquicas e físicas, com destaque para o humor, variando do polo depressivo para o eufórico (maníaco ou maniforme). Os ritmos biológicos costumam ser afetados, causando alterações do ciclo sono-vigília e do metabolismo, com importantes alterações de peso, psicomotricidade, velocidade de pensamento, cognição, impulsividade e volição. A caracterização de episódios de humor graves ou leves leva em consideração a duração dos sintomas, grau de prejuízo funcional e a associação de sintomas psicóticos com o quadro de humor.
É um padrão persistente de experiência interna e comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo e é difuso e inflexível. Esse padrão começa na adolescência ou no início da idade adulta, e é estável ao longo do tempo levando a sofrimento ou prejuízo.
É um padrão de experiência interna e comportamento difuso caracterizado por instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem, dos afetos, e de impulsividade acentuada que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos.
É um padrão de experiência interna e comportamento difuso caracterizado por desrespeito e violação dos direitos dos outros. Pessoas com personalidade antissocial tem dificuldade de sentir empatia pelos outros e geralmente não apresentam remorso por seus atos.

Consultas ambulatoriais

Sim. Possuímos equipe capacitada composta de 4 psiquiatras e 2 psicólogas que realizam consultas de caráter ambulatorial, ou seja fora do ambiente de internação. As consultas ambulatoriais podem ser agendadas com a secretária, pelo telefone 32440744 ou 32745946.
Unidade ambulatorial
(85) 3244-0744
98710-0824

Av. Dom Luis - unidade ambulatorial | 609
Sala 04 | Fortaleza - CE

Unidade de internações
(85) 3274-5946
99710-7667

R. Clara | 261
Eusébio - CE